segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Terra Santa : Parque Arqueológico de Petra, cidade dos Nabateus

Terra Santa - Terceiro Dia: 17/09/2012
PETRA A CIDADE DOS NABATEUS

 Chegamos à Petra na tarde de ontem, nos hospedamos no Hotel Movenpick, bem próximo a entrada do Parque Arqueológico de Petra. Aí, na parte externa do hotel, ao ar livre, assistimos a Santa Missa, celebrada pelo Pe. Fábio de Melo.


PETRA - a cidade encravada na pedra.


A história de Petra nos remete ao século III A.C, como capital dos nabateus até o século I D.C. Seu máximo esplendor está vinculado ao povo nabateu cujos poderosos reis controlavam as rotas das caravanas comerciais da época.

Caminho para Petra




 Graças as recentes escavações, foi possível descobrir o Siq, caminho de acesso a Petra, uma fenda dentro de um desfiladeiro  cujas paredes de 200 m de altura em alguns pontos, que foram separadas por forças tectônicas  no passado e que são quase invisíveis externamente, atravessando-o se chega à cidade.
Os nabateus foram os pioneiros no domínio da técnica de captação e armazenamento da água da chuva,  para que a população não sofresse com os meses de seca que atingem a região.
Entrada do Siq, caminho para Petra, parte mais estreita



Sua rede hidráulica está formada por dezenas de barragens, numerosos diques, depósitos e cisternas abertas nas rochas,  que em épocas anteriores receberam o frescor da água.

O sistema de condução hidráulico fica assentado sobre una serie de canais muitos pequenos que conduzem a água até as zonas mais baixas, desembocando em alguns dutos de rochas talhados com grande delicadeza.





Graças a tudo isto, os nabateus chegaram a dominar a zona durante séculos.

A presença de cidadãos romanos nas províncias do império foi a causa da construção dos templos, termas, e moradias, tudo a imagem e semelhança da arquitetura metropolitana. Foi a Síria, em época romana, o país que mais se utilizou o estilo barroco romano. 



 
Siq, término do caminho na Praça do Tesouro


O tipo helênico da arquitetura nabateia, representada em Petra, se encontra em toda a zona de influencia deste povo na Arábia Central. Todas estas cidades eram etapas da rota que unia a Arábia Meridional com Síria e Palestina.
Não são fachadas construídas, todas elas foram esculpidas diretamente na pedra, tal como já se fizera nos templos egípcios.







O Tesouro (Al Khazneh)

O Tesouro (Al Khazneh).
Descoberto no ano 1812 por Johann Ludwig Burckhardt, sem dúvida é o mais conhecido pelos turistas.  El templo fica oculto pelas altas rochas que a seguindo caminhado pelo Siq, se chega a uma pequena praça. Nessa praça se aprecia sua fachada de clara influencia romana, com suas colunas e frente helênica que se complementam com uma série de relevos desgastados pela água, a chuva e o sol. Apesar de haver sofrido numerosos terremotos, o tesouro mantém em pé suas formas geométricas rompendo as sinuosas linhas de arenito vermelho.

Moisés ferindo a rocha, catacumbas de São Pedro e Marcelino,
Roma, 
século III.



Já na Bíblia Sagrada, o II Livro dos Macabeus (5,8), cita um príncipe nabateu, chamado Aretas I, em cuja casa se refugiou Jasão, sacerdote de Jerusalém, expulso por Menelau.  Dada sua situação fronteiriça com o estado judeu, e, apesar de que no século II A.C suas relações serem amistosas, os nabateus tiveram que lutar em numerosas ocasiões com as ideias expansionistas dos soberanos do leste. A cidade encravada na rocha também é citada em Números 20, 10 - 12. 
                                                                           
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
Petra conheceu seu apogeu e começaram a construir seus primeiros e monumentos, sob o esplendor do reinado de Aretas IV (9 A.C - 40 D.C). A partir do ano 70 D.C se pode dizer que a cidade começou seu declive e o desvio do comercio árabe pelo Mar Vermelho foi o golpe final à economia nabateia.
Petra ainda guarda muitos segredos.
 





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